O Papel do Mel no Alívio da Tosse Aguda em Crianças
The Role of Honey in Relieving Acute Cough in Children

Joana Ferreira de Oliveira - Autor Correspondente
Isabel Peixoto
Elsa Rodrigues
Laura Igreja

Conteúdo do Artigo Principal

Resumo

INTRODUÇÃO: A tosse é uma queixa frequente nas consultas de Medicina Geral e Familiar. O mel tem propriedades anti-bacterianas e anti-inflamatórias, sendo usado empiricamente no tratamento da tosse. Esta revisão pretendeu avaliar o benefício do mel no alívio da tosse aguda em crianças.
METODOLOGIA: Em março/2017 foi efetuada pesquisa em nove bases de dados de ensaios clínicos aleatorizados, meta-análises, revisões sistemáticas e artigos de opinião, dos últimos 10 anos, em português e inglês. Incluíram-se estudos que avaliaram o mel no alívio da tosse aguda em crianças dos 2-14 anos de idade, comparando-o com antitússicos, placebo e ausência de tratamento. Usou-se a escala Strength of Recommendation Taxonomy para estratificar o nível de evidência (NE) e a força de recomendação (FR).
RESULTADOS: Encontraram-se 10 artigos, selecionando duas revisões sistemáticas e dois artigos de opinião. Uma revisão sistemática concluiu que o mel e o dextrometorfano parecem semelhantes no alívio da tosse e que o mel é mais eficaz que a difenidramina (NE 2). Outra revisão sistemática favoreceu o mel no alívio da tosse aguda (FR C). Um artigo de opinião referiu que o mel pode ser uma boa opção (NE 3). O artigo de opinião de Allan et al referiu pouca evidência (NE 3).
DISCUSSÃO: O mel pode ser melhor que a ausência de tratamento, difenidramina e placebo na tosse aguda, embora não pareça superior ao dextrometorfano. Por ser disponível, ter baixo preço e baixo risco, poderemos considerar o mel no tratamento da tosse aguda (SORT B) em crianças com mais de 2 anos de idade.

Palavras-chave: Antitússicos; Apiterapia; Criança; Tosse/tratamento

Detalhes do Artigo

Como Citar
Oliveira, J., Peixoto, I., Rodrigues, E., & Igreja, L. (2019). O Papel do Mel no Alívio da Tosse Aguda em Crianças. Gazeta Médica, 6(1). https://doi.org/10.29315/gm.v6i1.232
Secção
ARTIGO DE REVISÃO